A aderência entre o carro e o asfalto depende exclusivamente de quatro pontos de contacto da largura de uma mão. Ignorar o estado dessa borracha compromete a travagem de emergência e a estabilidade em curva.
Profundidade do piso
O limite legal em Portugal situa-se nos 1,6 mm. Abaixo dos 3 mm, a capacidade de escoamento de água cai drasticamente, aumentando o risco de aquaplanagem. A medição pode ser feita observando os pequenos ressaltos de borracha situados dentro dos canais principais, identificados pela sigla TWI no bordo exterior do pneu. Se o rasto estiver ao mesmo nível dessas marcas, a troca é mandatória.
Idade do composto
A borracha degrada-se por oxidação natural e exposição solar, perdendo flexibilidade mesmo sem quilómetros rodados. O código DOT na lateral indica a semana e o ano de produção em quatro dígitos. A partir dos cinco anos de vida, o pneu exige inspeção anual especializada. Atingida a marca dos dez anos, a troca deve acontecer independentemente da profundidade do desenho.
Danos na estrutura
Deformações localizadas, cortes visíveis e pequenas bolhas na parede lateral revelam rotura das telas internas após impactos em buracos ou passeios. Essas falhas estruturais aumentam drasticamente a probabilidade de rebentamento em autoestrada.
Desgaste assimétrico
Pisos gastos apenas nos bordos indicam circulação continuada com pressão baixa. Desgaste concentrado exclusivamente no centro reflete excesso de pressão. Se a borracha apresentar consumo apenas na face interna ou externa, o veículo tem problemas de alinhamento de direção ou folgas na suspensão. Corrigir a causa mecânica antes de instalar pneus novos evita que o conjunto seguinte se desgaste precocemente.
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